quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Duas almas num corpo

Acordo a meio da noite
Fico a ver-te dormir,
Aprecio a calma do teu rosto,
A beleza do teu sorrir

Dou-te um beijo suave
Nos teus lábios sedutores
Sem te acordar
Aconchego-me no teu corpo,
Sinto o teu respirar
Somos dois corpos
Numa só alma,
Duas almas
Num só corpo

Deixo-me envolver na tua calma
Feliz por te ter no meu espaço
Fecho os olhos e adormeço
Feliz por estar nos teus braços.

Marisa V

Sigo o teu perfume!


Vou atrás do teu perfume,
Do teu perfume natural,
Do teu perfume!

Sigo-te, até me cruzar,
Até cruzar-me contigo,
Podendo-me encontrar,
Sozinha contigo!

É um perfume fresco,
Sublime…
É o teu perfume!

Cruzo-me contigo,
Contigo e com as tuas amigas,
Pois sozinha contigo,
É impossível,
Tens sempre as tuas amigas contigo!
As rosas amigas!

Rosa, és tu,
Malmequer é ela,
Violeta aquela!
Que transformam o meu jardim
Colorido, como vários tecidos de cetim,
Que juntos formam uma cortina de cores
Que não se vê, o seu fim!

Cada uma tem um perfume,
Cada uma o seu encanto,
Todas deixam o seu perfume,
Na alma, a quem encantam!

Susana V 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Poesia de alma

Poesia de alma
Me acalma,
Entretem minha atenção
Nas palavras puras que perduram
Nos versos que se completam

Rimas se cruzam
Descruzam-se enigmas completos
Em corações abertos

Leio e torno a ler
Há sempre uma nova mensagem,
Uma nova história a conhecer

Poesia da vida, confunde
A realidade com a miragem,
No poema onde tudo se funde

Leio e sigo esta viagem
Onde nada é certo,
Tudo é subjectivo

Guio-me pelo incerto
Do poeta altivo

Marisa V

Enrolada nos teus braços!

Sou leve, sou branquinha,
Fazem de mim roupa,
Roupa branquinha,
Mas sozinha não faço essa roupa,
Preciso de ajudinha!

Ando sempre a passear,
Voou por entre os céus,
Viajo sem parar,
Voou junto ao mar e ao céu!

Hoje quando acordei,
Tinha frio, não tinha companhia,
Estava simplesmente sozinha,
Embalada nas ondas,
Onde navegarei!

Nas tuas ondas, oh mar!
Enrolada nos teus braços,
Navego na tua espuma, oh mar!
Apertada nos teus abraços!

Sou uma pena,
Uma pena, de uma gaivota,
Sou uma pena,
Que te via de cima, de uma gaivota!

Hoje sou uma pena,
Enrolada nos teus braços,
Hoje sou uma pena,
Que navega nos teus embaraços!

Sou uma pena,
Que não te conhece, oh mar!
Não conhece o teu interior,
O teu fundo do mar,
Que me fascina, pelo ser esplendor!

Susana V 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Bater do coração

Tumtum, tumtum
Oiço o bater do meu coração
Palpita
Sem nenhuma razão

Bate, bate sem parar
Mas quase não consigo respirar
É um aperto que sinto no peito
Sentindo a falta desse teu jeito

Não percebo o que sinto,
Não consigo controlar
Esta ânsia do meu amor

Ai minto,
Minto ao esconder este sentimento
Que me persegue a qualquer momento,
Me amarra ao teu olhar,
Faz meu corpo fraquejar

Sinto me fraca
Preciso do teu beijo
Para me saciar esta sede,
Este desejo.

Procuro-te em tudo o que veja,
A cada lugar que vá
Rastejo por onde quer que seja
Mas tu nunca estás lá

Encontro-te
Perdido num sonho
Levando o meu coração,
Aproximo-me de ti
Estico-te a minha mão

Desvaneces-te em grãos de areia
Deixando-me sozinha
Com o mar salgado,
Como salgado é o meu chorar.

Marisa V

Nas asas das emoções!


Sou feita de recordações,
Vivências e emoções!
Sou um coração,
Feito de recordações!

A saudade leva-me ao baú,
Ao baú das recordações,
Abro-o, salto e voo,
Nas asas das emoções!

Recuo no tempo,
Tempo já perdido,
Mas não esquecido!

Viajei nas memórias,
Saltei do presente para o passado,
Voei pelas histórias
Dum passado desejado!

É a saudade que me leva até ti, Baú!
Baú das recordações,
Em ti, encontro pedaços de mim,
Que já tiveram o seu fim!
Em ti, voou nas asas das emoções!

Susana V 


domingo, 26 de fevereiro de 2012

Sou a tua grande amiga!



Sentada permaneço, parte do meu dia,
Sentada numa prateleira de madeira,
É assim que passo quase todos os dias,
Sentada sem fazer nada, nesta tábua de madeira!

Sou pequena, pequenita,
Tenho pernas mas não consigo andar,
Tenho braços, mas não consigo alcançar!
Tenho boca, mas não consigo falar!

Passa uma hora, passa outra,
E lá estou eu quieta no meu lugar,
Sozinha, não vou a lugar nenhum,
Preciso de ti, para me levares a algum lugar! 

Espero por ti, olhando para os livros,
Para os teus livros, da cabeceira,
É olhando para os teus livros
Que recordo as histórias, que me lês à cabeceira!
Que me lês  antes de dormires!

O tempo demora a passar,
Passa lento, como um caracol a correr!
Passa lento, como uma tartaruga a andar!
Demora a passar,
Mas chega a hora, que tanto anseio,
A tua hora de chegar!

Tu chegas-te e vieste logo ter comigo,
Vieste logo buscar - me,
Para poderemos brincar!

Não sou de carne e osso,
Não ando, nem falo,
Não sou uma pessoa
Mas sou a tua grande amiga!

Sou uma boneca,
Revestida de trapos
Sou uma boneca de trapos! 

Susana V








Enfrento a tempestade

Enfrento a tempestade,
Saio à rua para encarar
O frio, o mal que ela trás

Parto entre a chuva, a trovoada,
O vento forte
Destrói tudo a uma só passagem.

Tento não perder o norte
Em nenhum momento,
Deixo-me embalar
Pelo seu bater compasso
Que vai acalmando
À medida que vai passando

E quando acaba, sorrio
Livre da tempestade,
Com a alma lavada
Pela chuva que caiu,
As ideias refrescadas
Pelo vento que passou

A tempestade renova-me,
Torna-me me mais forte
Com tudo o que acontece.
Quando acaba vão-se as nuvens,

Brilha o sol que me aquece
Todo o mal se evapora,
Só o bem perdura,
O bem que segura.

Todas as tormentas
Têm a sua esperança,
Todos os males, o seu bem
Não posso ficar à espera que passe,
Tenho que sair e lutar,
Se quero ser alguém.

Marisa V




sábado, 25 de fevereiro de 2012

Melodia do meu sorriso

Inspiro-me com a música
Que me move a cada dia,
Que me faz rir, que me comove.
Danço aos som da sua batida,
Rejo a minha vida à margem da sua letra.

É o meu mapa, o que me move,
O que me dá ânimo para enfrentar
As lutas que surgem a cada dia.
Floresço da penumbra escondida,
Faço a realidade de uma miragem.

Crio histórias perdidas
No sentido inverso
De cada verso cantado,
De cada nota tocada.

Oiço e torno a ouvir,
Não me canso de a repetir
A cada vez uma nova descoberta,
Uma história secreta
Numa canção aberta.

É a melodia do meu sorriso
A música que preciso,
Paixão de uma vida
Que jamais será esquecida!


Marisa V

Segue a tua maré!


Deixa - te levar pelas ondas...
Não deixes de navegar,
Segue a espuma, segue as ondas
Não esperes por quem não quer navegar!

Navega pelo alto mar,
Vê para onde corre a maré,
Não deixes o teu mar
Segue a tua maré!

Nem todos corremos na mesma maré,
Navega pela tua,
Não fiques à espera de outra maré
Porque se essa é a tua,
É nessa que tens de navegar!


É nessa maré que tens de lutar,
Lutar contra os ventos fortes,
Lutar contra tempestades temerosas,
Lutar contra tudo, para atingires o teu porto,
O teu porto de abrigo desejado!

Navegaremos em ti, oh mar
Oh mar, nosso amigo,
Vamos contigo nesta ou noutra maré,
Mas é contigo que vamos navegar!

Vamos com quem queira navegar,
Nas tuas águas claras e límpidas,
Não esperemos, por quem não quer navegar!

Susana V