sábado, 31 de março de 2012

Obscena forma de vida

Hey, estás ai
Parado a olhar
Para quê?

Para a vida dos outros?
Para falares sem saberes?
Para te meteres
No que não te diz respeito?

Ganha orgulho próprio
Tem um pouco de vergonha
Cria a tua vida
Cresce!

Segue o teu caminho
Não pares para olhar
Para o que não te diz respeito,
Não pares para falar
Sobre os outros

Não tens esse direito
De comentar a vida alheia,
De criticar o que não conheces,
De invejar o que não mereces,
De prenderes os outros na tua teia

Teia de inveja
Construída com linhas
Das vidas que observas
No teu mundo inferior
Sem vida pessoal,
Cheio de disse que disse

Mas se eu te pedisse
Para falares de ti
Nem uma palavra dizias
Ou será que inventavas
Histórias e amigos
Como fazes com as vidas
De quem te rodeia
Que vês como inimigos
Só porque se estão a rir
Só porque estão a viver
Sem pensar no que possas dizer,
Ou mesmo no que estás a fazer

Das pessoas de bem
Já ninguém se importa,
Ninguém quer saber
Se falas ou deixas de falar
Já ninguém te ouve

Não tens amigos
Só tens pessoas como tu
Mesquinhas e imorais
Que não sabem viver,
Só sabem maldizer
Difamar os demais

Para esconder a vossa má fama,
A vossa obscena forma de vida
Que já todos conhecem
Que as vossas palavras maldosas,
Os vossos actos estrondosos
Padecem

Mas já não importa,
De pessoas assim
Não há ninguém que se aproxima,
Não são bem-vindas,
Não são dignas de atenção
Nada merecem.

Marisa V

sexta-feira, 30 de março de 2012

És o meu espelho!

O sol brilha, lá no alto
Reflectindo na tua mancha azulada,
O sol brilha, lá no alto,
Deixando a vida, mais encantada!

Sentada à beira, das tuas águas,
Divaguei-o nas memórias,
Olhando para as águas,
Recordo histórias!

Permaneço a ouvir a tua melodia,
Procurando harmonia,
Na tua doce companhia!

És límpido, acolhedor
Deixas que entre em ti,
Deixas que me veja,
Dentro de ti!

És o espelho de quem sou,
És um porto-de-abrigo,
Que me acolhe,
Dando-se sempre o seu abrigo,
Mesmo sem saberes, quem sou!

Ao olhar para ti, viajo,
Na máquina das memórias,
Recordando histórias!

És o meu espelho,
Meu porto-de –abrigo,
És o meu espelho,
Meu lago amigo!

Susana V

quinta-feira, 29 de março de 2012

Não quero saber

Fico em casa
A ver-te partir
Fico em casa
Chorando a sorrir

Já não quero saber
O que há la fora
Que te faz sair
Deste lar de amor
Para o mundo exterior
Que nos dá tanta dor

Não quero saber do mundo
Só quero saber de ti
Quero ter-te, aqui
Ao pé de mim

Não quero saber de nada
Quero-te amar, dizer
Amor
Não quero saber do mundo
Só quero saber de nós

Marisa V

Alegria em flor!

Passeio por entre flores,
Animais e árvores,
Oiço a musica das flores,
Vejo a dança das árvores!

São as árvores a dançar,
O que as flores estão a cantar,
São os ventos a levantar,
Toda esta alegria, que paira no ar!

Passeio no meio da alegria em flor,
Na festa com cor,
Passeio por entre ti,
Natureza, em flor!

Dás-me cor, aos dias,
Sabor, às minhas melodias,
Dás a todos, alegrias!

Passeio no meio da festa,
Reina a alegria,
Onde está tudo em festa,
Vivendo em plena harmonia,
Assim é a natureza, 
Vive festa, todo o dia!

Susana V

quarta-feira, 28 de março de 2012

Monotonia da verdade

Queria explicar o que sinto
Mas não consigo entender
Este turbilhão de sentimentos,
Esta confusão de pensamentos
Que me anda a entristecer

É nostalgia, é saudade,
É raiva, é frustração,
É a incerteza do que virá
Na certeza da tristeza

É querer estar
Onde não se pode chegar,
É a ânsia de alcançar
O inalcançável

Pensar demais
No tempo que não passa
Cresce a sensação de incapacidade
Na monotonia da verdade

Marisa V

terça-feira, 27 de março de 2012

Raio que me seduz!

Levada pelo vento quente,
Caminho sem parar,
Levada pelo quente,
Do sol a brilhar!

É com o teu calor,
Que caminho…
É com o teu calor,
Que a minha vida,
Fica com mais sabor!

Abrilhantas o nosso dia,
Com o teu encanto,
Deixando que o dia,
Fique com outro encanto,
O teu encanto,
A tua luz do dia!

Trazes sempre alegria,
Beldade em cada dia,
Contigo caminho,
Contigo vivo,
Cada dia,
Com muita alegria!

Vivo contigo,
Seguindo o teu raio,
Que me guia,
Que me conduz,
O teu raio de sol,
Que tanto me seduz!

És belo, natural,
Simples e um bem-essencial!

Susana V

Agir com o coração

Posso agir sem pensar,
Falar sem me preocupar
Se vou ser indelicada ou não

Mas não se chama falta de educação,
Não é má formação
É ser sincera,
É agir com o coração

Não importa se gostam
Ou deixam de gostar
Eu não vivo para ninguém
E só a mim preciso de agradar

Os outros?
Os outros que aceitarem
São bem-vindos
E dignos dos meus sorrisos,
Os outros que criticam
Podem seguir a sua vida

Porque todos precisamos de amigos,
Mas os falsos nunca serão precisos.

Marisa V

segunda-feira, 26 de março de 2012

Melodia deste dia!

Deslizas livremente,
Escolhes o teu caminho,
Cais, suavemente,
Pondo fim, ao teu caminho!

Deslizas suavemente,
Sempre silenciosa,
Cais e fazes “Ping”,
Só aí, é que te oiço, oh Graciosa!

Fazes ”Ping”,
Quando cais,
Faz “Pong”
A tua amiga quando cai!

Juntas fazem melodia,
A melodia esperada,
Já à muito desejada,
A melodia deste dia:
“Ping”; “Pong” e
“Pong” Ping!

É a gotinha! É a água,
Que faz deste dia uma melodia
É a gotinha! É a água,
Que faz deste dia,
Para muitos, uma grande alegria!

Deslizas silenciosa,
Cais e faz “Ping”;”Pong”,
Oh chuva Graciosa,
És a nossa chuva, Vitoriosa!

Susana V

Amando o teu amor


Despe-te da vida,
Do mundo lá fora
Que te afasta de mim

Entrega-me a tua alma
Nua e pura
Como se fosse a primeira vez

Acaricia-me o coração
Neste sentimento que perdura,
Faz-me perder a noção
Sem medos, sem censura

Quero sentir dentro de mim,
Perder-me no teu corpo,
Entrelaçar-me no teu sabor,
Amando o teu amor!

Marisa V

domingo, 25 de março de 2012

Folha de Outono


Sou uma folha de Outono
Que voa sem destino
Para onde os ventos a levam

Voo desamparada
Sem uma árvore onde me agarrar
Sem um ramo amigo
Em que me possa apoiar

Sigo sem saber o caminho,
Para onde vou,
Como vou,
Com quem me vou cruzar

Voo e sigo sozinha
Enfrentando a tempestade da vida
Rodeada de outras folhas
Que se cruzam comigo
Deixando estranheza à chegada,
Sorrisos na caminhada
E saudade à partida.

Marisa V