quarta-feira, 11 de abril de 2012

Dança sem fim

Numa dança sedutora
Dizes-me tudo com o teu corpo
Não precisamos de palavras
Quando os passos vibrantes
Seguem os compassos
Das batidas sonantes

Pela pista se esvanecem
Entre os pares que nos rodeiam
E se afastam para deixar passar
A coreografia do nosso amor

Feita na melodia que paira no ar
Fica presa em nós,
Nos nossos corpos permanecem
Esses passos ritmados
Conduzidos pela paixão

Prendem olhares,
Roubam a atenção
Daquela voz que nos guia
Numa música com história,

A história desta dança
E de todas a outras
A história que fica por contar
E que é contada sem ninguém perceber
Nos rodopios do nosso amor
Parece uma lenda, uma fantasia
Mas é uma dança apaixonada
Abençoada pela magia, 
Poder que nos absorve
Entrega que nos consome

Entrego-me a ti
Entregas-te a mim
É uma dança sem fim

Marisa V

Colorida Vida!

Vivemos no meio da multidão,
Rodeados de pessoas diferentes,
Que nos enchem o coração,
De amizades diferentes,
Onde cada pedaço de multidão,
Deixa a sua marca diferente,
Ocupando o coração!

Pessoas conheço muitas,
Conhecidos tenho muitos,
Amigos são poucos,
Mas os necessários para preencher o meu coração,
De felicidade,
De amizade verdadeira,
São os essenciais, que no meio da multidão,
Se destacam, a olhos vistos,
Que se destacam diante dos meus olhos,
Por serem quem são,
Por ser eles mesmo, não sendo quem não são,
São verdadeiros amigos!

São os amigos que enchem o meu coração,
Preenchem a minha vida,
Dando sempre alegria e diversão,
A todos os dias da minha vida,
Que sem eles não seria a mesma,
Colorida vida!

Cada amigo é diferente,
Cada um deixa me um bocadinho,
Leva outra bocadinho,
De mim,
Deixando sempre a sua diferença,
O seu pedacinho que me cativou,
Na alma de quem sou!

Susana V

terça-feira, 10 de abril de 2012

Banda sonora

À medida que a música vai tocando
Os meus olhos inchando
As lágrimas salgadas escorrem-me pela cara
São lágrimas de emoção,
Lágrimas de saudade
Do que é a minha devoção

O coração bate cada vez mais veloz
Ao som dessa canção
Que é para nós e sobre vós

Fico arrepiada por vos ver,
Foram uma bênção na minha vida
Bênção que irá permanecer
Apesar de já não vos voltar a ter
Como grupo, como um só

Foram anos de alegrias,
Alimentaram as minhas fantasias
Convosco eu cresci,
Sobrevivi a crises
Só com aquela música que me acalma

Banda sonora da minha alma,
Inspiração para viver
Entre a raiva pela crueldade
Das partidas que a vida nos prega
E a harmonia que me embala
E me guio ao som da vossa melodia
Marisa V

És o meu vício!

De manhã,
Quando abro a janela,
Vejo o lindo sol brilhante, desta manhã,
Cheiro o teu perfume,
Fresco e sublime,
És tu,
O primeiro cheiro da manhã,
Não te vejo ao abrir a janela,
Mas sinto a tua presença,
Doce e sublime,
O teu perfume, que me acorda pela manhã!

Encantas-te desde o primeiro dia,
Que te cruzas-te na minha vida,
Cantas-me cada dia uma melodia,
Que me fascina, dia após dia!

Entras-te na minha vida,
Sem avisar,
Permaneces-te nela,
Sem perguntares, se podias ficar,
Foste aos poucos conquistando parte de mim,
Sem pedires para entrar,
Hoje vives dentro de mim,
Sem saberes porquê!

És lindo, por fora,
És fantástico, por dentro,
És azul, por fora,
És calma por dentro,
És o meu vicio!

Foi com a tua sublime dança de ondas
Que me conquistas-te,
Foi com a tua voz delicada,
Que me fascinas-te,
Foi com o teu perfume de maresia,
Que me seduziste,
Foi a tua presença sublime,
Calma e harmonia,
Com que apareces-te na minha vida,
Que me seduziste!

Susana V 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Viver a poesia


Poesia
É estar sentada à beira da arriba
A ver o mar a dançar
Ao som do bater das ondas na areia,
Das gaivotas no céu a cantar,
Do vento a bater nas folhas palmeiras
Que bate também na nossa cara

Poesia autêntica
É falar só por falar
Sem nenhuma razão de ser,
Sem medos e sem pudor

No meio de canções e danças
Em compasso com o movimento
Do paraíso natural
Na união do campo ao mar

Livre da confusão
Num universo colateral
Que é nascer à beira-mar
Crescer em harmonia
Numa filosofia especial
Viver a poesia sem pensar

Marisa V

sábado, 7 de abril de 2012

Pedaço de mim!

Adormeço a ouvir-te,
Sonho com melodias,
Acordo a cantar-te,
Alegrando todos os meus dias!

Canto agora esta,
Canto daqui, a pouco aquela,
Canto uma qualquer,
Que me alegre o coração,
Que me traga recordação, ou não,
Canto sempre com muita diversão,
Esta ou aquela,
Que me alegra o coração!

Vivo o meu dia,
A trautear uma melodia,
Desde o nascer o dia,
Até acabar a luz deste dia!

Trauteio notas,
Entoo-o musicas,
Desafinada ou não,
Trauteio musicas,
Não quero saber, não,
Se canto bem ou não,
Apenas canto musicas,
Alegrando meu coração!

Vives dentro de mim,
Oh musica,
Fazes parte de mim,
Oh musica,
És um pedaço de mim,
Sou um pedaço de ti!

Susana V


Última dança


Segue a balada junto a mim
Agarra-me a corpo,
Beija-me com prazer,
Vem dançar esta dança sem fim
Já não consigo pensar viver
Sem ser assim

Danças meigo e terno
Como meigo e terno é o teu tocar
Perco-me num calor de inferno
Que se apoderou de mim

Meu porto de abrigo,
Partilha comigo
Este momento, que lamento
Ter de acabar

No fim da canção
Um último suspiro,
Um último beijo

É a última dança
Guardo e levo no coração 

Marisa V

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O meu paraíso!


Hoje sou uma ave,
Que voa, livremente,
Sou uma ave,
Que rasga o vento livremente!

Voo sem parar,
Voo sem pensar,
Voo bem alto,
Até me cansar!

Sigo os ventos,
Guio-me pelo sol,
Orientada pela linha do horizonte,
Saciando-me do mar,
Que é a minha fonte!

Sou livre de voar,
Corro por cima do mar,
Sinto a brisa que paira no ar,
Deixo para me refrescar,
Sanicando-me na água do mar!

Sou uma ave,
Que rasgando o vento,
Voo perdida no meu tempo!

Sou uma ave,
Que descansa no ar,
Onde tudo é branquinho,
Onde tudo é fofinho,
Furo por entre o branquinho,
Deitando-me no que é fofinho,
Deito-me no algodão que são nuvens,
Aquelas que parecem algodão doce,
Que pairam no ar,
Aquelas que apetecem tocar!

Vivo num paraíso,
Onde voo livremente,
Feliz e contente,
Onde voo livremente,
Rasgando o vento,
Por cima do mar,
Debaixo do céu,
Onde durmo nas nuvens,
Onde durmo no meu paraíso!

Susana V



Já nada sei

Escondo-me atrás de uma rocha dura e fria
Para esconder as minhas lágrimas salgadas
Que escorrem por dentro de um turbilhão
Da saudade do passado
Até à incerteza do meu fado

Batem-me as ondas ferozes
Nesta minha rocha
Batem-me e moldam-me
À medida que o tempo passa
Tornam-me mais forte, mas resistente

Por muito que custe tenho que ser resistir,
Guardar as minhas lágrimas
De quem não as merece

Escrevi a minha história na areia
Usando-a como se fosse páginas
De um livro da minha vida
Que pensei que seria perfeita
Mas da qual saí desfeita

Pensei que se prolongaria
Por muito e muito tempo
O que no fundo sabia
Que acabaria por desaparecer
Levado pela cruel ondulação que vai e vem
Mas o que levou já não mo devolvem

Não me devolvem todos os sorrisos
As pessoas de que preciso
Ou pensei que precisei
Pois agora já nada sei

Marisa V

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Vivo da saudade!

Vivo na monotonia da vida,
Onde os dias, são todos iguais,
Queria mudar de vida,
Queria voltar a tempos passados,
Onde cada dia era diferente,
Não eram iguais,
Eram tempos bem passados!

Vivo com a saudade,
A saudade de voltar a estudar,
Saudade da felicidade,
Que é trabalhar!

Vivo recordando,
O que fiz,
O que fui fazendo,
Vivo recordando,
Momentos…

Vivo com felicidade,
Das vitórias que alcancei,
Vivo com saudade,
De tudo o que fiz,
De tudo, que não volta,
De tudo que me fez chegar à felicidade!

Vivo com satisfação,
De missão cumprida,
Vivo de felicidade,
De experiências inexplicáveis,
Vivo de recordação,
De pessoas, momentos inigualáveis,
Vivo da saudade,
Dos momentos que me encheram o coração!

Vivo nesta monotonia de vida,
Recordando a outra vida,
Onde estudava,
Onde trabalhava,
Onde vivia a verdadeira vida,
Agitada e stressada,
Onde simplesmente vivia,
Onde cheirava,
O perfume das folhas,
Onde via o encanto do trabalho
Onde apreciava grandes obras,
Onde vivi e vivi,
Com grandes pessoas,
A vida de estudante,
A vida de que tenho saudade!

Gostava de ter uma máquina,
Onde carrega-se num botão,
E pudesse voltar com a máquina,
Ao passado que levo no coração,
Mas como não existe máquina,
Recordo com muita emoção,
Todos os momentos, todas as pessoas,
Que fizeram da minha outra vida,
Um grande lençol de emoções,
Alegrias e satisfações,
Guardo tudo, na minha máquina,
A máquina que me faz viva, nesta vida,
O coração! 

Susana V