Escrevo o que sinto,
Nas folhas brancos que pinto,
Escrevo o que não digo,
Nas folhas que decoro contigo…
Escrevo sem pensar,
No que irie escrever,
Escrevo sem regras,
Que contigo quero escrever…
Escrevo como forma de desabafo,
Do meu coração,
Que não aguenta com tudo sozinho,
Escrevo com emoção,
Deixando por vezes,
Cair lagrimas no chão…
Escrevo por opção,
Não por obrigação,
Escrevo por que necessito,
De deixar marcado o que é preciso,
O que é necessário, para ser recordado…
Escrevo para aliviar minha alma,
Que está cheia de alegria,
E que tem de partilhar,
Que esta cheia de tristeza,
E que tem de desabafar…
Escrevo sonhos,
Idealizo histórias,
Escrevo pensamentos
Descrevo momentos,
Escrevo contigo, lápis,
O que mais admiro nesta curta vida…
Escrevo passagens da minha vida,
Entrego-me de corpo e alma,
Ao papel, que é minha vida,
Entrego-me a algo, que me aclama,
A escrita…
Escrevo o que sinto,
Escrevo para mim,
Não escrevo para ser percebida,
Nem para sentirem o que sinto,
Só a mim, me diz respeito,
A dor sentida,
A vocês, leiam,
E fiquem com a dor lida…
Escrevo no meu mar de palavras,
No mar que gosto de viver,
Escrevo e sei que ninguém as vai sentir, como eu,
Nem perceber seu significado,
Mas não importa,
O mar, que é grande,
Também ninguém percebe sua magia…
Susana V
A "Alma em Papel" é um misto de sentimentos, vivências e imaginação trancritos para poemas, textos ou simples frases soltas. No fundo consiste num mar de palavras do oceano da vida, levadas nas correntes da Alma de quem as escreve
sábado, 30 de junho de 2012
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Quarto secreto
Hoje não me sinto inspirada
Aliás, sinto-me particularmente desmotivava
Talvez seja o culminar do cansaço
Dos últimos dias,
Da monotonia frustrante dos últimos meses,
Ou melhor dizendo, do último ano
Estou farta da mesma rotina
Da mesma vida que nem vida parece
Quero dar o salto,
Quero viver,
Quero voar
Mas tenho um íman ao chão que piso
Que me não deixa ser quem quero
Que não me deixa voar até onde quero
E o que é que eu quero? Nem sei
Já não sei nada,
Não sei sorrir,
Não sei chorar
Só sei ficar
Sinto-me presa ao nada
No nada que tem sido os meus dias
Sinto uma claustrofobia de um presente sem futuro
Fechado entre quatro paredes
Bem apertadas e escuras
Que não me deixa respirar,
Que não me deixa pensar
Ligo então a música no máximo,
Ponho uns auriculares para ninguém me incomodar
É um escape ao mundo,
O que me mantém de pé e faz continuar
Faço da música o meu quarto secreto,
Um mundo de sonhos
Cheio de palavras que preciso de ouvir
Repleto de pensamentos que não ouso dizer
Trazendo à tona da margem da saudade salgada
Um sem número de recordações
Que me fazem viajar
Perco-me por entre letras e melodias
Encontro de novo o meu sorriso
Vou dançando num jogo mental
Insaciável nesta vontade de mudança
Já não quero voltar ao mundo real
Quero preservar este instante
Quero viver a minha dança
Do alto do meu pedestal
A minha música, o meu dançar
Este mundo já não vou
deixar
Marisa V
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Anjo
Anjo guardião que me abraças
Nunca te esquecerei pelos
Gestos bondosos, pelos sorrisos carinhosos
És pureza nessa tua maneira de ser
Lindo por dentro e por fora nesse teu viver
Inimitável, incomparável essa força, essa arte
Cantaste, dançaste, encantaste
Onde estavas havia alegria, havia festa, havia magia
Viveste uma vida cheia
Intensamente a cada segundo
Entre trabalho, lazer, família, amigos, fãs
Indiferente a diferenças , encheste-nos de doces
Recordações, bons momentos, palavras especiais, ensinaste-nos a
Acreditar, ensinaste-nos a viver.
Nunca te esquecerei pelos
Gestos bondosos, pelos sorrisos carinhosos
És pureza nessa tua maneira de ser
Lindo por dentro e por fora nesse teu viver
Inimitável, incomparável essa força, essa arte
Cantaste, dançaste, encantaste
Onde estavas havia alegria, havia festa, havia magia
Viveste uma vida cheia
Intensamente a cada segundo
Entre trabalho, lazer, família, amigos, fãs
Indiferente a diferenças , encheste-nos de doces
Recordações, bons momentos, palavras especiais, ensinaste-nos a
Acreditar, ensinaste-nos a viver.
Marisa V
Os meus Avozinhos…
Recuando no tempo,
Um tempo perdido,
Mas nunca esquecido,
Tudo tinha começado,
Com o dia que marcou este tempo,
O tempo de convívio,
Alegria e diversão,
O tempo que a todos alegra seu coração…
Tudo começou,
Com um amontoado de pessoas estranhas,
Com imensas instituições unidas,
Que para mim eram todas desconhecidas…
Foi um começo de uma nova vida,
Foi um cartão de Boas-Vindas,
Ao inicio da minha melhor experiência de vida,
A vida partilhada com outras vidas…
Hoje passando alguns aninhos,
Voltei ao sitio que começou a minha nova vida,
Com quem mais amo e admiro,
Os meus avozinhos,
Que decoram minha vida…
Hoje partilhei os mesmos momentos,
Que á alguns anos,
Dançei, comi, festejei, convivi,
Mas foi totalmente diferente,
Não eram os meus avozinhos de alguns anos,
Eram os meus avozinhos de alguns meses,
Não estava com a minha instituição de alguns anos,
Estava com a instituição de alguns meses…
Estava num canto,
Rodeada de pessoas, hoje não estranhas,
Cercada de instituições, hoje conhecidas,
Estava eu num canto, com os meus avozinhos de alguns meses,
Estava noutro canto, os meus avozinhos de alguns anos…
Foi um sentimento estranho,
Sem explicação,
Queria estar com os meus avozinhos,
Com quem inicie a minha nova vida,
A vida partilhada com pessoas crescidas,
Os meus avozinhos, os meus meninos,
Que estão sempre comigo,
No meu coração…
Foi um sentimento de saudade,
Estavam a uns pés descalços,
De eu os poder alcançar,
Mas só estive uns minutos,
Que para mim foram preciosos,
Mas não os que eu desejada,
Pois o que eu queria,
Era a eternidade de minutos,
Poder partilhar mais momentos,
Mais sentimentos mútuos,
Mas agora só de visita…
Saudade via-se no meu olhar,
Cada vez que os meus olhos os alcançavam,
Saudade via-se na minha face,
Cada vez que a minha face, procurava um beijo,
Saudade via-se nos meus braços,
Cada vez que os meus braços, procuravam um abraço…
Saudade é a voz do coração,
Gritando para onde ele quer voltar…
Susana V
Um tempo perdido,
Mas nunca esquecido,
Tudo tinha começado,
Com o dia que marcou este tempo,
O tempo de convívio,
Alegria e diversão,
O tempo que a todos alegra seu coração…
Tudo começou,
Com um amontoado de pessoas estranhas,
Com imensas instituições unidas,
Que para mim eram todas desconhecidas…
Foi um começo de uma nova vida,
Foi um cartão de Boas-Vindas,
Ao inicio da minha melhor experiência de vida,
A vida partilhada com outras vidas…
Hoje passando alguns aninhos,
Voltei ao sitio que começou a minha nova vida,
Com quem mais amo e admiro,
Os meus avozinhos,
Que decoram minha vida…
Hoje partilhei os mesmos momentos,
Que á alguns anos,
Dançei, comi, festejei, convivi,
Mas foi totalmente diferente,
Não eram os meus avozinhos de alguns anos,
Eram os meus avozinhos de alguns meses,
Não estava com a minha instituição de alguns anos,
Estava com a instituição de alguns meses…
Estava num canto,
Rodeada de pessoas, hoje não estranhas,
Cercada de instituições, hoje conhecidas,
Estava eu num canto, com os meus avozinhos de alguns meses,
Estava noutro canto, os meus avozinhos de alguns anos…
Foi um sentimento estranho,
Sem explicação,
Queria estar com os meus avozinhos,
Com quem inicie a minha nova vida,
A vida partilhada com pessoas crescidas,
Os meus avozinhos, os meus meninos,
Que estão sempre comigo,
No meu coração…
Foi um sentimento de saudade,
Estavam a uns pés descalços,
De eu os poder alcançar,
Mas só estive uns minutos,
Que para mim foram preciosos,
Mas não os que eu desejada,
Pois o que eu queria,
Era a eternidade de minutos,
Poder partilhar mais momentos,
Mais sentimentos mútuos,
Mas agora só de visita…
Saudade via-se no meu olhar,
Cada vez que os meus olhos os alcançavam,
Saudade via-se na minha face,
Cada vez que a minha face, procurava um beijo,
Saudade via-se nos meus braços,
Cada vez que os meus braços, procuravam um abraço…
Saudade é a voz do coração,
Gritando para onde ele quer voltar…
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Acredito...
Acredito que não nasci por acaso,
Que neste mundo, onde vim parar,
Tenho alguma missão,
Pela qual tenho de lutar…
Acredito que o que não possuiu hoje,
Não possuiu por acaso,
Não possuiu pelo que tanto luto,
Porque talvez tenha de possuir outras coisas,
Até conquistar o que tanto luto,
Não possui, não por não lutar,
Não possui, por alguma razão,
Que é mais forte que o meu coração…
Acredito que não me fecham portas, por acaso,
Talvez essa porta não seja aberta,
Pela chave que tenho comigo,
A chave do destino,
Que me levará ao caminho correcto,
Ao que não é por acaso…
Acredito que não vivo em vão,
Que neste mundo onde poucos tem compaixão,
Amor e compreensão,
Eu vivo com o meu coração,
Aberto para a canção,
A canção da vida,
Que é formada de pessoas,
A quem eu dou meu coração,
A quem lhe cedo minha mão,
Percebendo assim, que a vida não passa em vão,
Nos olhos de quem levo no coração…
Acredito em mim,
Nas minhas missões,
Ainda por descobrir,
Na minha chave do destino,
Que abrirá a porta certa,
Acredito na vida,
Que encarregar-se-á de colocar no meu caminho,
O que preciso de viver,
Onde preciso de estar,
Com quem preciso de ficar…
Acredito que o aconteçe,
Não é por acaso,
Acredito que a vida, sabe o que esta a fazer...
Acredito,
Que não vim ao mundo,
Só para viver…
Susana V
Que neste mundo, onde vim parar,
Tenho alguma missão,
Pela qual tenho de lutar…
Acredito que o que não possuiu hoje,
Não possuiu por acaso,
Não possuiu pelo que tanto luto,
Porque talvez tenha de possuir outras coisas,
Até conquistar o que tanto luto,
Não possui, não por não lutar,
Não possui, por alguma razão,
Que é mais forte que o meu coração…
Acredito que não me fecham portas, por acaso,
Talvez essa porta não seja aberta,
Pela chave que tenho comigo,
A chave do destino,
Que me levará ao caminho correcto,
Ao que não é por acaso…
Acredito que não vivo em vão,
Que neste mundo onde poucos tem compaixão,
Amor e compreensão,
Eu vivo com o meu coração,
Aberto para a canção,
A canção da vida,
Que é formada de pessoas,
A quem eu dou meu coração,
A quem lhe cedo minha mão,
Percebendo assim, que a vida não passa em vão,
Nos olhos de quem levo no coração…
Acredito em mim,
Nas minhas missões,
Ainda por descobrir,
Na minha chave do destino,
Que abrirá a porta certa,
Acredito na vida,
Que encarregar-se-á de colocar no meu caminho,
O que preciso de viver,
Onde preciso de estar,
Com quem preciso de ficar…
Acredito que o aconteçe,
Não é por acaso,
Acredito que a vida, sabe o que esta a fazer...
Acredito,
Que não vim ao mundo,
Só para viver…
Susana V
terça-feira, 26 de junho de 2012
Deserto da saudade
Numa passagem pelas origens
Estranho o que já conheci tão bem,
Os lugares estão iguais
Mas já não são os mesmos,
Sinto um vazio no meio da confusão
Talvez porque hoje estou sozinha
Falta-me as pessoas
Com quem os partilhei,
Estão espalhadas por aqui e por ali
Longe da vista minha,
Bem juntas ao meu coração
Sinto também a falta da rotina,
Daquela que à primeira vista cansa
Mas que está recheada de pequenas peripécias
Que encanta
Hoje estou só de passagem
Nem percorro todos os lugares
Falta-me o mais importante,
O que me fez quem sou,
A minha eterna segunda casa
Que já foi quase a que primeira
Paro um segundo
Durante esta minha viagem
Olho para o fundo
Onde sei que está
O meu porto de abrigo algures
Recordo momentos, amizades
É como se os tivesse a ver
Mas não passam de uma miragem
Um oásis no meio do deserto da saudade
Provocado pela sede dos reviver
Marisa V
Estranho o que já conheci tão bem,
Os lugares estão iguais
Mas já não são os mesmos,
Sinto um vazio no meio da confusão
Talvez porque hoje estou sozinha
Falta-me as pessoas
Com quem os partilhei,
Estão espalhadas por aqui e por ali
Longe da vista minha,
Bem juntas ao meu coração
Sinto também a falta da rotina,
Daquela que à primeira vista cansa
Mas que está recheada de pequenas peripécias
Que encanta
Hoje estou só de passagem
Nem percorro todos os lugares
Falta-me o mais importante,
O que me fez quem sou,
A minha eterna segunda casa
Que já foi quase a que primeira
Paro um segundo
Durante esta minha viagem
Olho para o fundo
Onde sei que está
O meu porto de abrigo algures
Recordo momentos, amizades
É como se os tivesse a ver
Mas não passam de uma miragem
Um oásis no meio do deserto da saudade
Provocado pela sede dos reviver
Marisa V
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Sonhos de magia
Fui-me sentar na lua
Só para te ver dormir,
Via-te ao longe
Sem te poder tocar
Mas não te podendo ter
Engano esta minha fome de ti
Ficando apenas a te observar
Não me vou enganar
Dizendo que não queria aí estar,
És tu quem eu quero
Não há como negar
E no meio do desespero
De não te poder sentir,
No meio da saudade
Por ver e não te ter
Deixo cair uma lágrima
E sem me controlar
As minhas lágrimas salgadas
Tornam-se na chuva fria da noite
Deixo então a lua, num salto
Me sento numa gota do meu choro
Molhada pela chuva gelada
Seca pela dor da amargura
Meu alento vai despertando
Com o cair da chuva triste
Chego ao teu quarto já a sorrir
Onde estás deitado ainda a dormir
Tento aproximar-me para te acordar
Mas a felicidade de te ter
Ilumina-me o rosto
Fazendo o nascer do sol surgir,
Caindo a realidade da madrugada
Em que acordo ainda na fantasia
De ser tua ao nascer do dia
Mas quando abro os olhos
Caio na real
De um despertar fatal
Percebo que te perdi no dia
Em que o destino te levou,
Encontro-te a cada noite
Nos sonhos feitos de magia,
Na esperança de te reencontrar
Que deste sonho nunca me acordou.
Só para te ver dormir,
Via-te ao longe
Sem te poder tocar
Mas não te podendo ter
Engano esta minha fome de ti
Ficando apenas a te observar
Não me vou enganar
Dizendo que não queria aí estar,
És tu quem eu quero
Não há como negar
E no meio do desespero
De não te poder sentir,
No meio da saudade
Por ver e não te ter
Deixo cair uma lágrima
E sem me controlar
As minhas lágrimas salgadas
Tornam-se na chuva fria da noite
Deixo então a lua, num salto
Me sento numa gota do meu choro
Molhada pela chuva gelada
Seca pela dor da amargura
Meu alento vai despertando
Com o cair da chuva triste
Chego ao teu quarto já a sorrir
Onde estás deitado ainda a dormir
Tento aproximar-me para te acordar
Mas a felicidade de te ter
Ilumina-me o rosto
Fazendo o nascer do sol surgir,
Caindo a realidade da madrugada
Em que acordo ainda na fantasia
De ser tua ao nascer do dia
Mas quando abro os olhos
Caio na real
De um despertar fatal
Percebo que te perdi no dia
Em que o destino te levou,
Encontro-te a cada noite
Nos sonhos feitos de magia,
Na esperança de te reencontrar
Que deste sonho nunca me acordou.
Marisa V
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Primavera da vida
Na primavera da vida
Há dias de sol radiante
Que podem passar
A uma imensa tempestade
Num pequeno instante
Vivo numa estação
De altos e baixos
Com dias coloridos
Abrilhantados pela magia que paira no ar
Que deixam qualquer um encantado
Vivo numa estação
De altos e baixos
Com dias cinzentos
Repletos de chuvas frias a cair
E ventos fortes que não param de soprar
E nesta vida de estremos
Cheia de oitos e oitentas
No meio de um sol brilhante
Como quem acorda para a vida
E de uma tempestade provocante
Que nos destroce como uma despedida
Vou procurando o arco-íris
Que me guia até ao pote mágico
Onde encontro os pós da felicidade
Pós mágicos recheados de emoções
Com que vivi bons momentos e peripécias
Ao percorrer o caminho da vida
Pós mágicos recheados de amor
Partilhado com quem me cruzei e me marcou
Pela positiva nesta caminhada colorida
No fundo são pós de recordações
Pois a minha vida não se resume a um só instante
É passado repleto de história,
É presente incessante,
É futuro enigma,
É um todo cheio de pormenores,
É resumo das minhas vitórias,
É a minha alma, é meu estigma.
Marisa V
Pegada no Areal…
Num andar calmo,
Passeio descalça,
Saboreando a calmaria,
Que me proporciona este dia…
Ao sabor do vento,
Caminho pé ante pé,
Pisando vago a vago,
Esquecendo o tempo,
O tempo que passa,
Sem dar conta,
O tempo que pouco traz,
E que muito leva…
A cada passo que dou,
Cada desequilibro que estou,
Cada equilibro que permaneço,
É um andar em desequilíbrio e equilíbrio,
Tal como as ondas do mar,
Hoje calmas, em equilíbrio,
Amanhã, agitadas num complexo desequilíbrio,
De águas salgadas …
À medida que faço buracos no areal,
Deixo as minhas marcas,
As marcas da minha caminhada,
A caminhada que percorri,
Até chegar aqui...
No areal da vida…
Para traz, ficam as pegadas,
Marcadas pelo peso de quem sou,
Traçando o caminho que percorri,
Para a frente, fica o liso areal,
Para ser pisado e marcado,
Pelas futuras pegadas,
Que quero marcar na minha vida,
Que quero deixar no areal,
A marca de quem sou…
Susana V
Passeio descalça,
Saboreando a calmaria,
Que me proporciona este dia…
Ao sabor do vento,
Caminho pé ante pé,
Pisando vago a vago,
Esquecendo o tempo,
O tempo que passa,
Sem dar conta,
O tempo que pouco traz,
E que muito leva…
A cada passo que dou,
Cada desequilibro que estou,
Cada equilibro que permaneço,
É um andar em desequilíbrio e equilíbrio,
Tal como as ondas do mar,
Hoje calmas, em equilíbrio,
Amanhã, agitadas num complexo desequilíbrio,
De águas salgadas …
À medida que faço buracos no areal,
Deixo as minhas marcas,
As marcas da minha caminhada,
A caminhada que percorri,
Até chegar aqui...
No areal da vida…
Para traz, ficam as pegadas,
Marcadas pelo peso de quem sou,
Traçando o caminho que percorri,
Para a frente, fica o liso areal,
Para ser pisado e marcado,
Pelas futuras pegadas,
Que quero marcar na minha vida,
Que quero deixar no areal,
A marca de quem sou…
Susana V
terça-feira, 19 de junho de 2012
Porto de abrigo
Não me importa
Se as palavras que escrevo serão lidas
Se os poemas a que me entrego serão entendidos
Não escrevo para aparecer,
Escrevo para desabafar
Para me sentir bem
No fundo para esquecer
Não sei se é uma arte
O que faço
Ou se não tem assim tanto valor
Escrevo porque me faz bem
Escrevo porque a poesia
É o melhor ouvinte,
O melhor confidente
Como ela não há ninguém
A poesia é o porto de abrigo
É um porto sempre por achar
Porque a cada dia que passa
Surgem novos desafios,
Novas felicidades,
Novas indecisões,
Novas recordações
Novas palavras para escrever.
Marisa V
Subscrever:
Mensagens (Atom)