Num pedaço de dia,
Entrei num espaço que para mim era alegria,
Que passou a saudade,
De quem um dia teve a felicidade,
De ir naquele ou noutro dia,
Escolher materiais de papelaria…
Caminhei pelos corredores,
Procurando tudo, não querendo nada,
Dirigia-me às prateleiras que ontem,
Foram minhas companheiras,
Davam-me soluções para os meus trabalhos,
Oferecendo-me tudo, querendo que não me faltasse nada,
Para os trabalhos escolares …
Não me contentava, simplesmente a olhar,
Tinha de tocar,
Nos materiais que ontem me davam gozo comprar,
Hoje também me dariam gozo, satisfação a escolhe-los,
Mas não preciso deles,
Não tenho lista de materiais para olhar…
Não tenho professores a pedirem para levar,
Para a escola que também não tenho onde estudar…
Queria ser igual aos outros,
Que passeiam pelos corredores,
Escolhendo canetas, vendo cadernos,
Comprando separadores,
Escolhendo uma agenda,
Para apontarem suas tarefas,
Seus testes, seus trabalhos,
Trabalhos que hoje não faço,
Testes que hoje não realizo,
Estudos que eu hoje deixei descansar,
Para amanhã eu retomar…
Foi um pedaço de dia,
Vivido como uma nostalgia inexplicável,
Onde as memórias surgiram pelos cadernos,
As recordações pelas canetas,
As saudades pelas tintas,
Aquelas que ontem decoravam minha alegria,
Hoje decoram o meu vazio,
O vazio que tenho de não ter o que escrever nos cadernos,
Com as canetas que hoje escolheria
De não ter o que pintar,
Com as tintas que compraria,
De não ter lista para comprar,
Da escola que também não tenho para trabalhar…
Foi um entrar pela porta,
Que ontem era uma felicidade,
Que hoje é uma saudade…
Susana V
A "Alma em Papel" é um misto de sentimentos, vivências e imaginação trancritos para poemas, textos ou simples frases soltas. No fundo consiste num mar de palavras do oceano da vida, levadas nas correntes da Alma de quem as escreve
sábado, 8 de setembro de 2012
Felicidade de Ontem...
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Brilho do teu olhar
Encontrei no céu da tua morada
Uma estrela brilhante
Que ilumina o meu mundo
É a estrela que habita na tua aura
Brilhando com o brilho do teu olhar
Paro por um segundo
Perante esse teu ar
Que me deixa enamorada
Quando surges sorridente
Iluminando-me com a tua companhia
Numa noite escura
Que deixou de o ser
Quando apareceste como por magia
Vais e vens sem avisar
Fico dia e noite perdida
À espera do teu regresso
Sozinha numa rua esquecida
Anseio pela tua companhia,
Sonho em poder voar
Até ti
Para te buscar
E prender-te aqui
Ficarmos juntos nesta rua escura
Aquecendo-nos na noite fria
Acariciando-nos olhos nos olhos
Iluminando-nos sorriso no sorriso
Marisa V
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Hora do reencontro
Um grupo de amigos
Junta-se para matar saudades
Sentam-se à mesma mesa para conversar
Num sítio tão familiar
Contam novidades
Partilham devaneios,
Relembram expressões privadas
Que ao longo deste ano de ausência
Lhes foram privadas do vocabulário
Por não fazerem mais sentido
Sem quem as percebia
E após um ano da despedida
Muito mudou, pouco ficou
O mundo não para e nós também não
O tempo passa
Cada um se reinventa à sua maneira
Adaptando-se a novas realidades
Chega a hora do reencontro
E há uma estranheza por não ser igual
Mas por momentos esquecesse as diferenças
Daquelas estranhas presenças
Outrora tão presentes
Daqueles que fizeram parte da rotina
Hoje vivem nas saudades
Então que esquecem o passado que passou,
Vivem o presente que demorou
A chegar
Aproveitam cada segundo
Para fazer render o escasso tempo
Que os leva numa viagem de ilusão
Ao tempo em que viviam em união
Junta-se para matar saudades
Sentam-se à mesma mesa para conversar
Num sítio tão familiar
Contam novidades
Partilham devaneios,
Relembram expressões privadas
Que ao longo deste ano de ausência
Lhes foram privadas do vocabulário
Por não fazerem mais sentido
Sem quem as percebia
E após um ano da despedida
Muito mudou, pouco ficou
O mundo não para e nós também não
O tempo passa
Cada um se reinventa à sua maneira
Adaptando-se a novas realidades
Chega a hora do reencontro
E há uma estranheza por não ser igual
Mas por momentos esquecesse as diferenças
Daquelas estranhas presenças
Outrora tão presentes
Daqueles que fizeram parte da rotina
Hoje vivem nas saudades
Então que esquecem o passado que passou,
Vivem o presente que demorou
A chegar
Aproveitam cada segundo
Para fazer render o escasso tempo
Que os leva numa viagem de ilusão
Ao tempo em que viviam em união
Marisa V
Sabor do verão...
Num dia quente, tu chegas,
Trazendo contigo os sabores que esperávamos,
Os sabores dos frutos frescos,
Aqueles que só tu podes trazer,
Aqueles que tanto amamos,
E só os queremos comer,
Deixando de lado,
Os sabores que tu observes-te com a tua chegada…
O sabor fresco da melancia,
Que nos refresca todo o dia…
O sabor doce dos pêssegos,
Que adoçam uma tarde…
O sabor leve de uma cereja,
Que se saboreia numa manhã…
O sabor quente do morango,
Aquecendo o coração durante todo o verão….
Verão amigo da praia,
Companheiro do sol,
Amante do mar…
Susana V
Trazendo contigo os sabores que esperávamos,
Os sabores dos frutos frescos,
Aqueles que só tu podes trazer,
Aqueles que tanto amamos,
E só os queremos comer,
Deixando de lado,
Os sabores que tu observes-te com a tua chegada…
O sabor fresco da melancia,
Que nos refresca todo o dia…
O sabor doce dos pêssegos,
Que adoçam uma tarde…
O sabor leve de uma cereja,
Que se saboreia numa manhã…
O sabor quente do morango,
Aquecendo o coração durante todo o verão….
Verão amigo da praia,
Companheiro do sol,
Amante do mar…
Susana V
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Querer sem poder
Só quero ouvir uma música
Mas nada consigo ouvir
Só preciso de umas palavras inspiradoras
Mas em nada me consigo inspirar
Só me apetece chorar
Mas nem as lágrimas me vêm acalmar
Só preciso dum abraço de consolo
Mas tu não estás aqui para me apoiar
Só quero controlar as minhas emoções
Mas nem nelas tenho controlo
Só queria ter e poder
Porque querer é poder
E com todas as minhas forças quero
Mas o poder tarda em aparecer
E querer sem poder
É uma dor que não tolero
Marisa V
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Batimentos perdidos
Tenho um aperto na garganta
Tenho uma dor no coração
É raiva,
É excitação,
É medo,
É sedução
É um turbilhão de não sei quê,
Um olho que teima em estar aberto
Não sei porquê
O sangue quente
Que me corre nas veias
Gela-me os sentidos
No meio do calor de mil e um batimentos perdidos
Tenho a cabeça a andar à roda
Numa roda-viva
De vida parada
Correm a mil à hora
Os sem fim pensamentos
Desacelerando os segundos a horas
Atormentando a espertina
Do sono que foi vivido um dia
Tornando a noite num pesadelo
Entre paredes cheias de recordações
Vazias de sonhos,
Absorvedoras de ilusões
Tenho uma dor no coração
É raiva,
É excitação,
É medo,
É sedução
É um turbilhão de não sei quê,
Um olho que teima em estar aberto
Não sei porquê
O sangue quente
Que me corre nas veias
Gela-me os sentidos
No meio do calor de mil e um batimentos perdidos
Tenho a cabeça a andar à roda
Numa roda-viva
De vida parada
Correm a mil à hora
Os sem fim pensamentos
Desacelerando os segundos a horas
Atormentando a espertina
Do sono que foi vivido um dia
Tornando a noite num pesadelo
Entre paredes cheias de recordações
Vazias de sonhos,
Absorvedoras de ilusões
Marisa V
Orquestra ...
O sonho de tocar música,
Leva-me às cordas dançarinas
As que pulam, fazendo música,
Que vibram cada uma, com seu timbre,
Dando cada dançarina,
O seu dom, à plateia,
A sua nota…
Dançarinas são as cordas,
Que dançam ao ritmo da palheta,
Aquela que é a vossa maestrina,
Comandando vossos movimentos,
Impondo-vos regras de dança,
A pequena palheta,
Que grande trabalho faz…
Palheta é a maestrina,
Que faz dançar as suas seis bailarinas,
Mas nesta grande orquestra,
Não há só uma maestrina,
Mas também maestros,
Os pequenos dedos,
Aqueles que não dançam, pulam,
Aqueles que ajudam a maestrina,
Impondo movimentos às cordas,
Não deixam que elas dancem,
Quando tem de ficar paradas,
Assistindo a dança das restantes bailarinas...
As cordas são as bailarinas,
A palheta a maestrina,
Os dedos os mestres da orquestra,
Que juntos construímos,
No palco da viola….
Ontem sonhava,
Por um sonho desejado,
Hoje caminho,
No sonho um dia concretizado…
Susana V
Leva-me às cordas dançarinas
As que pulam, fazendo música,
Que vibram cada uma, com seu timbre,
Dando cada dançarina,
O seu dom, à plateia,
A sua nota…
Dançarinas são as cordas,
Que dançam ao ritmo da palheta,
Aquela que é a vossa maestrina,
Comandando vossos movimentos,
Impondo-vos regras de dança,
A pequena palheta,
Que grande trabalho faz…
Palheta é a maestrina,
Que faz dançar as suas seis bailarinas,
Mas nesta grande orquestra,
Não há só uma maestrina,
Mas também maestros,
Os pequenos dedos,
Aqueles que não dançam, pulam,
Aqueles que ajudam a maestrina,
Impondo movimentos às cordas,
Não deixam que elas dancem,
Quando tem de ficar paradas,
Assistindo a dança das restantes bailarinas...
As cordas são as bailarinas,
A palheta a maestrina,
Os dedos os mestres da orquestra,
Que juntos construímos,
No palco da viola….
Ontem sonhava,
Por um sonho desejado,
Hoje caminho,
No sonho um dia concretizado…
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Casa inocente
Uma pequena chama
Reclama o seu espaço
Aproveita-se do calor e do vento
Para se apoderar daquela mata, daquele pinhal
Tornando uma simples faísca
Num desgastante tormento
Como foi lá parar
Será uma incógnita
Para mais tarde apurar
Se foi por mão de quem não tem coração
Se foi pela natureza mal estimada
E pelo clima atraiçoada
Depressa a pequena chama
Se transforma num incêndio de grandes dimensões
Destruindo o que lhe aparece pela frente
Ameaçando indefesas populações
Aparece sem avisar
Vai-se aproximando rapidamente
Daquela casa inocente
Está lá dentro uma família desesperada
Não sabem o que o futuro dirá
Se aquele inferno lá chegará
Ouvem-se sirenes a apitar
Num tom aflição
Que fala por todos os que vivem tal situação,
É o choro do povo
Que vai ter de começar de novo
Chegados ao local de perigo eminente
Para a família que desespera loucamente
Conseguem acalmar aquele ambiente infernal
Apagando-o naquele local
Deixando a família mais descansada
E num suspiro invadido pelo fumo,
Num cenário queimado pelas chamas
Darem um abraço de força e união
Agradecendo aos bombeiros
A sua salvação
Marisa V
domingo, 2 de setembro de 2012
Caricatura
Num papel rasgado
Vejo e revejo-me no meu retrato
Caricatura de brincar
Que tem tanto por contar
Foram meses bem vividos
Foram críticas e elogios repartidos
Do momento mais oportuno
Ao mais politicamente incorreto
Desenhado na parte de trás de um caderno
Por entre o sol da primavera
E a chuva do inverno
Longe dos olhares indiscretos
Bem à vista de quem quer ver
Nasceu um novo eu
Inspirado em quem o desenhou
Impreciso ao primeiro olhar
Tão claro para quem o pode presenciar
Tão simples, tão incómodo
Este discreto exuberante
Que é o meu modo
Em caricatura estonteante
Vejo e revejo-me no meu retrato
Caricatura de brincar
Que tem tanto por contar
Foram meses bem vividos
Foram críticas e elogios repartidos
Do momento mais oportuno
Ao mais politicamente incorreto
Desenhado na parte de trás de um caderno
Por entre o sol da primavera
E a chuva do inverno
Longe dos olhares indiscretos
Bem à vista de quem quer ver
Nasceu um novo eu
Inspirado em quem o desenhou
Impreciso ao primeiro olhar
Tão claro para quem o pode presenciar
Tão simples, tão incómodo
Este discreto exuberante
Que é o meu modo
Em caricatura estonteante
Marisa V
sábado, 1 de setembro de 2012
Anjinho...
Nos braços da tua mãe dormias,
Quando te vi pela primeira vez,
Eras pequenininha só dormias e comias,
Foste um anjo que caiu de um só vez,
Nos braços da tua mãe,
No colo de que te quem te ama…
Foste um bebé inesperado,
Que caiu no berço da tua mãe,
No colo da tua família...
No teu berço, parecias uma pequena formiga,
Na tua roupinha, parecias uma lagartinha,
Dançavas sem parar,
Até à altura de te cansares,
Ou a roupa tirares…
Eras pequenininha,
Um bebe frágil e indefeso,
Sempre uma bonequinha,
Bem-disposta,
Espalhando alegria,
Por quem te dava colinho…
Hoje continuas a ser um anjinho,
Não tão pequenino, mais crescidinho,
Continuas a espalhar alegria,
Hoje não só a quem te dá colo,
Hoje a todos quando se cruzam no teu caminho,
O caminho que hoje já percorres sozinha…
Hoje continuas a ser a minha bonequinha,
Que para além dos ganchinhos,
Hoje já te arranjas com badeles e fitinhas,
Hoje já és maior que as tuas bonequinhas…
Hoje já não pareces pequena no teu berço,
E nas roupas não danças,
Danças com as roupas,
No berço que é teu palco,
O palco das bailarinas,
Que dançam encantando,
Quem vê amando,
A bailarina de coração…
Cada dia que te vejo,
Cada descoberta que encontro,
Uma palavra dita, uma frase feita,
Uma brincadeira nova, uma resposta dita,
Um sorriso igual ao do primeiro dia,
Uma felicidade ganha a cada dia...
Que sou espectadora da dança da minha bonequinha…
Anjinho serás sempre,
Na minha vida,
Que entras te e jamais sairás,
Fechei-te no meu coração,
Com a chave da felicidade que me deste …
Susana V
Quando te vi pela primeira vez,
Eras pequenininha só dormias e comias,
Foste um anjo que caiu de um só vez,
Nos braços da tua mãe,
No colo de que te quem te ama…
Foste um bebé inesperado,
Que caiu no berço da tua mãe,
No colo da tua família...
No teu berço, parecias uma pequena formiga,
Na tua roupinha, parecias uma lagartinha,
Dançavas sem parar,
Até à altura de te cansares,
Ou a roupa tirares…
Eras pequenininha,
Um bebe frágil e indefeso,
Sempre uma bonequinha,
Bem-disposta,
Espalhando alegria,
Por quem te dava colinho…
Hoje continuas a ser um anjinho,
Não tão pequenino, mais crescidinho,
Continuas a espalhar alegria,
Hoje não só a quem te dá colo,
Hoje a todos quando se cruzam no teu caminho,
O caminho que hoje já percorres sozinha…
Hoje continuas a ser a minha bonequinha,
Que para além dos ganchinhos,
Hoje já te arranjas com badeles e fitinhas,
Hoje já és maior que as tuas bonequinhas…
Hoje já não pareces pequena no teu berço,
E nas roupas não danças,
Danças com as roupas,
No berço que é teu palco,
O palco das bailarinas,
Que dançam encantando,
Quem vê amando,
A bailarina de coração…
Cada dia que te vejo,
Cada descoberta que encontro,
Uma palavra dita, uma frase feita,
Uma brincadeira nova, uma resposta dita,
Um sorriso igual ao do primeiro dia,
Uma felicidade ganha a cada dia...
Que sou espectadora da dança da minha bonequinha…
Anjinho serás sempre,
Na minha vida,
Que entras te e jamais sairás,
Fechei-te no meu coração,
Com a chave da felicidade que me deste …
Susana V
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