sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Era uma vez...


Era uma vez uma gaivota, 
Que voava sobre o mar,
Procurando uma risota,
Da criança que esta a brincar…

Era uma vez uma criança,
Que fazia castelos,
Procurando a esperança,
Tornando os seus dias mais belos…

Era uma vez a esperança,
Que sobre a linha do horizonte nadava,
Procurando a criança,
Que na praia brincava...

Era uma vez a gaivota,
Perdida no ar,
Procurando a risota,
De uma criança que queria alegrar…

Era uma vez a criança,
Perdida na areia,
Brincando sem esperança,
De um dia ser uma sereia..

Era uma vez a esperança,
Perdida no mar,
Procurando a criança,
A quem lhe faltava a vontade de cantar…

Era uma vez,
Uma gaivota perdida,
Uma criança desprotegida,
E uma esperança escondida…

Susana V

Ainda consigo ver-te a sorrir

O teu sorriso ainda não se apagou
A tua voz ainda não se calou
A tua energia ainda não se desvaneceu
Só o teu coração se rendeu

Ainda me despertas aquela emoção
De te ouvir cantar
Aquelas palavras que me emocionam,
Que me fazem sorrir

Sorrio ao me recordar
Do teu sorriso aberto
Que não complicava o que era fácil

É o resumo do teu bem
Esse sorriso dócil
Que me faz acreditar
Nos teus conselhos
No teu bom senso
Sempre tão certo

Sempre tão presente
Apesar de não fisicamente
Ainda consigo ver-te a sorrir,
Ainda consigo ouvir-te a dizer:
Acredita!

Marisa V

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Duas gerações

Duas gerações
Duas personalidades
Uma paixão

Pai e filha lado a lado
Ouvem a mesma música
Ouvida com o mesmo coração
Sentida com diferente emoção

Sabem as letras de cor
Cantam afincadamente
Em coro com o cantor
Que está no palco

O cantor que os une
Canta a música que os une,
A música que passou gerações
Que é ouvida e cantada
Por pais e filhos

E pai e filha gritam bem alto
Por mais uma ou outra canção
Perante a estrela do Rock & Roll
O pai Chico fininho
Que está a acompanhar
A sua filha lado lunar
Unidos pelo concerto que estão a assistir
Guiados por aquela música maluca sempre a subir

Marisa V

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Doce encanto


Beijo quente,
Abraço apertado
Pouco preciso para alcançar
O paraíso por tantos desejado,
Basta ter-te ao meu lado

Espero por ti
Sentada na cama
Espero aqui
Com a ânsia de quem ama

Ama demais
Amo de mais
Quando entras no quarto
E me vens beijar
Onde me perco no teu abraçar

É em ti que encontro
O meu paraíso tropical
Juntos neste nosso canto
Minha doce fantasia
Meu doce encanto

Marisa V

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Teus dedos...

Nossas mãos possuem cinco dedos,
Deixando quatro espaços,
São os espaços vazios,
São espaços criados, por uma só razão,
Para outros cinco dedos,
Completarem os vazios da mão,
Os teus dedos...

Os que enchem o espaço vazio,
Deixado para tu o encheres,
Com amor e ternura,
Enchendo não só o vazio da mão,
Mas também preenchendo o escuro do coração,
Com uma doce paixão...

Espaços vazios nas mãos,
São espaços deixados para outras mãos,
As mãos quentes
Que aquecem nosso coração,
Acendendo a chama da paixão...

Susana V

sábado, 8 de setembro de 2012

Felicidade de Ontem...

Num pedaço de dia,
Entrei num espaço que para mim era alegria,
Que passou a saudade,
De quem um dia teve a felicidade,
De ir naquele ou noutro dia,
Escolher materiais de papelaria…

Caminhei pelos corredores,
Procurando tudo, não querendo nada,
Dirigia-me às prateleiras que ontem,
Foram minhas companheiras,
Davam-me soluções para os meus trabalhos,
Oferecendo-me tudo, querendo que não me faltasse nada,
Para os trabalhos escolares …

Não me contentava, simplesmente a olhar,
Tinha de tocar,
Nos materiais que ontem me davam gozo comprar,
Hoje também me dariam gozo, satisfação a escolhe-los,
Mas não preciso deles,
Não tenho lista de materiais para olhar…
Não tenho professores a pedirem para levar,
Para a escola que também não tenho onde estudar…

Queria ser igual aos outros,
Que passeiam pelos corredores,
Escolhendo canetas, vendo cadernos,
Comprando separadores,
Escolhendo uma agenda,
Para apontarem suas tarefas,
Seus testes, seus trabalhos,
Trabalhos que hoje não faço,
Testes que hoje não realizo,
Estudos que eu hoje deixei descansar,
Para amanhã eu retomar…

Foi um pedaço de dia,
Vivido como uma nostalgia inexplicável,
Onde as memórias surgiram pelos cadernos,
As recordações pelas canetas,
As saudades pelas tintas,
Aquelas que ontem decoravam minha alegria,
Hoje decoram o meu vazio,
O vazio que tenho de não ter o que escrever nos cadernos,
Com as canetas que hoje escolheria
De não ter o que pintar,
Com as tintas que compraria,
De não ter lista para comprar,
Da escola que também não tenho para trabalhar…

Foi um entrar pela porta,
Que ontem era uma felicidade,
Que hoje é uma saudade…

Susana V

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Brilho do teu olhar


Encontrei no céu da tua morada
Uma estrela brilhante
Que ilumina o meu mundo
É a estrela que habita na tua aura
Brilhando com o brilho do teu olhar

Paro por um segundo
Perante esse teu ar
Que me deixa enamorada

Quando surges sorridente
Iluminando-me com a tua companhia
Numa noite escura
Que deixou de o ser
Quando apareceste como por magia

Vais e vens sem avisar
Fico dia e noite perdida
À espera do teu regresso

Sozinha numa rua esquecida
Anseio pela tua companhia,
Sonho em poder voar
Até ti
Para te buscar
E prender-te aqui

Ficarmos juntos nesta rua escura
Aquecendo-nos na noite fria
Acariciando-nos olhos nos olhos
Iluminando-nos sorriso no sorriso

Marisa V

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Hora do reencontro

Um grupo de amigos
Junta-se para matar saudades
Sentam-se à mesma mesa para conversar

Num sítio tão familiar
Contam novidades
Partilham devaneios,
Relembram expressões privadas

Que ao longo deste ano de ausência
Lhes foram privadas do vocabulário
Por não fazerem mais sentido
Sem quem as percebia

E após um ano da despedida
Muito mudou, pouco ficou
O mundo não para e nós também não
O tempo passa
Cada um se reinventa à sua maneira
Adaptando-se a novas realidades

Chega a hora do reencontro
E há uma estranheza por não ser igual
Mas por momentos esquecesse as diferenças
Daquelas estranhas presenças
Outrora tão presentes
Daqueles que fizeram parte da rotina
Hoje vivem nas saudades

Então que esquecem o passado que passou,
Vivem o presente que demorou
A chegar

Aproveitam cada segundo
Para fazer render o escasso tempo
Que os leva numa viagem de ilusão
Ao tempo em que viviam em união

Marisa V

Sabor do verão...

Num dia quente, tu chegas,
Trazendo contigo os sabores que esperávamos,
Os sabores dos frutos frescos,
Aqueles que só tu podes trazer,
Aqueles que tanto amamos,
E só os queremos comer,
Deixando de lado,
Os sabores que tu observes-te com a tua chegada…

O sabor fresco da melancia,
Que nos refresca todo o dia…

O sabor doce dos pêssegos,
Que adoçam uma tarde…

O sabor leve de uma cereja,
Que se saboreia numa manhã…

O sabor quente do morango,
Aquecendo o coração durante todo o verão….

Verão amigo da praia,
Companheiro do sol,
Amante do mar…

Susana V

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Querer sem poder


Só quero ouvir uma música
Mas nada consigo ouvir

Só preciso de umas palavras inspiradoras
Mas em nada me consigo inspirar

Só me apetece chorar
Mas nem as lágrimas me vêm acalmar

Só preciso dum abraço de consolo
Mas tu não estás aqui para me apoiar

Só quero controlar as minhas emoções
Mas nem nelas tenho controlo

Só queria ter e poder
Porque querer é poder

E com todas as minhas forças quero
Mas o poder tarda em aparecer
E querer sem poder
É uma dor que não tolero

Marisa V