A vida é matreira,
Cria armadilhas,
Parece uma feiticeira,
É traiçoeira…
Olho para o lado,
Vejo as armadilhas,
Vejo como a vida é matreira,
Olho para o lado,
Vejo armadilhas,
Piores que as minhas…
Olho e vejo,
Que os mais armadilhados lutam,
Sem perder as forças,
Olho e vejo,
Outros que com tão poucas armadilhas ficam,
Parados,
Esperando, sei lá o quê,
Esperando que alguém lute, por eles?!
Olho e vejo,
Que quem pior pode,
É quem mais luta dá,
À feiticeira,
À grande matreira,
Que a todos nos coloca à prova…
Olho e vejo,
Que todos somos dotados,
Para vencer,
Porém nem todos tem o poder,
Par lutar até vencer…
Olho, vejo,
Penso e reflicto,
Sobre a feiticeira,
Que a todos enfeitiça,
De uma forma diferente,
Mas sempre presente,
Em cada um, que ela enfeitiça…
Cada um tem suas armadilhas,
Porém nem todos tem força para lutar,
Porém nem todos tem motivos para desistir,
Cada um tem suas armadilhas,
Pelas quais tem de agir,
A "Alma em Papel" é um misto de sentimentos, vivências e imaginação trancritos para poemas, textos ou simples frases soltas. No fundo consiste num mar de palavras do oceano da vida, levadas nas correntes da Alma de quem as escreve
domingo, 11 de novembro de 2012
sábado, 10 de novembro de 2012
Cheia do vazio
Estou cheia do vazio
Que me enche todos os dias
De quem vive na escuridão
E não acredita em magias
Estou cheia de mim
Farta de ficar assim
Só e perdida
Sem encontrar o fim
Do caminho monótono
Estou cheia das frustrações
E de todas as pressões
Do dia a dia, desgastante
Esvazio o meu mundo
Quero parar por um segundo
Acreditar por um instante
Que devo acreditar
Que a magia há-de vingar
E o meu dia há-de chegar
Marisa V
Que me enche todos os dias
De quem vive na escuridão
E não acredita em magias
Estou cheia de mim
Farta de ficar assim
Só e perdida
Sem encontrar o fim
Do caminho monótono
Estou cheia das frustrações
E de todas as pressões
Do dia a dia, desgastante
Esvazio o meu mundo
Quero parar por um segundo
Acreditar por um instante
Que devo acreditar
Que a magia há-de vingar
E o meu dia há-de chegar
Marisa V
Quem Morre?
"Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê, quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo...
quem não lê, quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo...
Morre lentamente quem se transforma em
escravo do hábito, repetindo todos os dias os
mesmos trajetos, quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor ou não
conversa com quem não conhece...
Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco e
os pontos sobre os "is" em detrimento de
um redemoinho de emoções justamente as que
resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa
quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto
para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos
uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente, quem passa os dias
queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto
antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto
que desconhece ou não responde quando lhe
indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige
um esforço muito maior que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade".
escravo do hábito, repetindo todos os dias os
mesmos trajetos, quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor ou não
conversa com quem não conhece...
Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco e
os pontos sobre os "is" em detrimento de
um redemoinho de emoções justamente as que
resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa
quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto
para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos
uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente, quem passa os dias
queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto
antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto
que desconhece ou não responde quando lhe
indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige
um esforço muito maior que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade".
Pablo Neruda
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Há palavras que nos beijam
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O'neill
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Arte de Viver...
Grito à alma,
E asas à imaginação…
Escrever é oferecer vida ao lápis,
História ao papel,
E sentido à vida…
Escrever é doar a ti,
O que há em mim,
Querendo partilhar parte de mim,
A ti…
Escrever é paixão,
Que se ganha,
A cada estrofe escrita,
Por mim sentida…
Escrever é dar o que se tem,
Ao papel que ouve,
Sem questionar,
Ao papel que lê,
Sem reclamar,
Ao papel aconselha,
Mesmo sem falar,
Ao papel que te faz pensar,
Não precisando de boca para te ajudar,
Mas somente espaço para desabafar….
Escrever é arte de viver...
Susana V
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Devaneio da minha verdade
Perco o controlo
Perco-me do mundo
Encontro-me em mim
Numa melodia Rock & Roll
Apartada da violência
Que lhe está rotulada
Entrego-me à minha a essência
Volto às minhas origens
Por mais caminhos que corra
Por mais que me reinvente
Serei sempre original
Terei sempre um lado roqueiro
Escondido na minha alma
Ecoando no meu ouvido
É um estado de ansiedade
Que me acalma
É um devaneio da minha verdade
Marisa V
domingo, 4 de novembro de 2012
Maior Força...
Queria dar te um presente!
Mas.. esqueci-me como se embrulha,
Um beijo...
Para ver alguém alegre a desembrulhar...
Queria dar-te uma lembrança!
Mas... esqueci-me como diminuir,
Um abraço,
Para caber numa caixa surpresa...
Esqueci-me de embrulhar,
O que não tem embrulho,
Um beijo que significa, que te quero amar...
Esqueci-me de diminuir,
O que não se diminui,
Um abraço dando te motivos para sorrir...
Um beijo não se embrulha,
Dá-se desembrulhado,
Mas.. esqueci-me como se embrulha,
Um beijo...
Para ver alguém alegre a desembrulhar...
Queria dar-te uma lembrança!
Mas... esqueci-me como diminuir,
Um abraço,
Para caber numa caixa surpresa...
Esqueci-me de embrulhar,
O que não tem embrulho,
Um beijo que significa, que te quero amar...
Esqueci-me de diminuir,
O que não se diminui,
Um abraço dando te motivos para sorrir...
Um beijo não se embrulha,
Dá-se desembrulhado,
Um abraço não se diminui,
Oferece-se na sua maior força...
A melhor prenda não é o embrulho,
Não é a caixa de surpresa,
É o amor com que se dá,
O que o dinheiro não compra,
Nem nunca comprará,
Os gestos...
Oferece-se na sua maior força...
A melhor prenda não é o embrulho,
Não é a caixa de surpresa,
É o amor com que se dá,
O que o dinheiro não compra,
Nem nunca comprará,
Os gestos...
Susana V
Fado português
Há fadista sem poeta?
Há poeta sem tristeza?
Há tristeza sem fado?
Neste fado português
De tão grande altivez
Ser cantado a contar
Sua história,
Sua tristeza,
Sua glória,
Sua firmeza
Marisa V
ps: tinha este poema guardado e não resisti a publicar assim que li o da Susana V, Garra de Fadista
Há poeta sem tristeza?
Há tristeza sem fado?
Neste fado português
De tão grande altivez
Ser cantado a contar
Sua história,
Sua tristeza,
Sua glória,
Sua firmeza
Marisa V
ps: tinha este poema guardado e não resisti a publicar assim que li o da Susana V, Garra de Fadista
sábado, 3 de novembro de 2012
Garra de Fadista...
As cordas da guitarra,
Vibram a cada movimento,
Vibram a cada movimento,
Impulsionado pelos dedos,
Movidos pelo pensamento,
De quem canta com garra…
A voz de quem canta,
Vibra a cada palavra dita,
Impulsionada pelo coração,
Que sente o que grita,
Com uma eterna emoção…
Movidos pelo pensamento,
De quem canta com garra…
A voz de quem canta,
Vibra a cada palavra dita,
Impulsionada pelo coração,
Que sente o que grita,
Com uma eterna emoção…
A letra que alguém interpreta,
É livre de ser interpretada,
Por quem, sentado,
Assiste ao espetáculo que é o fado…
Acompanhado pelas cordas de uma guitarra,
Suando pela voz de um fadista,
Libertando uma canção, com garra,
É livre de ser interpretada,
Por quem, sentado,
Assiste ao espetáculo que é o fado…
Acompanhado pelas cordas de uma guitarra,
Suando pela voz de um fadista,
Libertando uma canção, com garra,
Que admiram os que assistem
À libertação do fado,
De que é feito o artista…
Fado que é vivo,
Na alma do fadista,
É fado vivo,
No palco de quem é artista…
De que é feito o artista…
Fado que é vivo,
Na alma do fadista,
É fado vivo,
No palco de quem é artista…
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Vazia
Não sei se um dia saberei
Por que partiste
Não sei se um dia saberei
Por que fugiste
Nessa noite de tempestade
Sem um adeus
Sem bondade
Me deixaste
Naquela casa vazia
Vazia minh'alma
Chorou até ser dia
E dia após dia esperei
Dia após dia chorei
Dia após dia esperei
Sem saber o que te levou
Sem saber o que te mudou
Sem saber se quero saber
Sei que sou
Uma alma de lágrimas
Vazia
Marisa V
Por que partiste
Não sei se um dia saberei
Por que fugiste
Nessa noite de tempestade
Sem um adeus
Sem bondade
Me deixaste
Naquela casa vazia
Vazia minh'alma
Chorou até ser dia
E dia após dia esperei
Dia após dia chorei
Dia após dia esperei
Sem saber o que te levou
Sem saber o que te mudou
Sem saber se quero saber
Sei que sou
Uma alma de lágrimas
Vazia
Marisa V
Subscrever:
Mensagens (Atom)



