sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Maior riqueza ...


Velozmente corro, 
Corro rasgando o vento,
Na pista da natureza,
Aquela que alimenta meu pensamento,
De pureza…

Meus cabelos esvoaçam,
No meio do verde verdejante,
No campo da simplicidade
Aquele que alimenta meu espírito,
De felicidade…

Minha boca canta,
No meio do barulho dos pássaros,
Na passadeira da cantoria,
Aquela que alimenta meu dia
De alegria…

No meio do verde corro,
No centro do verde canto,
No meio do verdejante sorrio,
No centro do verdejante felicito,
A maior riqueza,
A natureza …

Susana V

Planos

Planos
São miragens no deserto
Do querer
Que nos parecem tão perto
E quando chegamos ao local
Nada existe afinal

O verbo no futuro
Só existe para sonhar

De nada serve programar
O aqui e ali
Com este ou mais alguém

Porque neste peça de final aberto
Sem destino certo
Nada nem ninguém
Nos pode dar convicções

Num deserto fora do mapa
Caminhamos por ilusões
Adormecidos nas miragens do sonhar
Acordados no inferno calor
Da verdade que nos tapa
O ócio de sonhar
E nos faz lembrar

Que nem toda a luz
É o ouro que esperamos
Mas sim um sonho que nos seduz

Marisa V

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Há dias assim...

Há dias assim,
Que não sei o porque,
Nem o porque sim,
De estar assim…

Não sei,
Não sei o que escrever,
Mas quero escrever,

Não sei,
Não sei o que fazer,
Mas algo quero fazer…

Não sei,
Não sei o que criar,
Mas quero alguma coisa dar,
Ao papel, que também não sei,
Qual quero marcar… 

Há dias assim,
Que quero escrever e não sei,
Outros que sei e não quero escrever...

Há dias assim,
Que não sei o que dizer,
Ao papel que me tende a oferecer,
Seu ouvido para me ouvir…

Há dias assim,
Que não sei o porque,
Nem o porque sim…





Susana V

O meu D. Sebastião

Numa manhã de nevoeiro
Espero à janela por D. Sebastião
Que devia voltar para me salvar

É o que diz a história,
É o que escreveu o poeta,
É o que o passou de geração em geração

Numa manhã enublada
Resta-me a luz da memória
E de uma ou outra canção

De uma manhã de Inverno
Sai uma tarde de Verão
E eu saio porta fora a cantar
Pronta para descobrir o mundo a dançar

Crio o meu próprio D. Sebastião,
É essa a verdadeira salvação.

Marisa V

Poeta escondido...

Do texto vulgar escrito,
Sai a mais profunda verdade escrita…

As coisas vulgares da vida,
Cantam a mesma nota,
A nota da espontaneidade,
Ambas fazem o mesmo tom na vida,
De quem as escreve, lê ou fala...

Palavra puxa palavra,
Frase desencadeia frase,
Estrofes atrás de  estrofes,
Formam poema escrito,
Pela alma do poeta escondido...

Susana V

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Espírito de natal...

O céu estrelado,
Ilumina cada casa,
Com a magia do esperado,
Natal...

O quentinho da casa,
Acolhe a família,
Que unida festeja,
O Natal...

O bacalhau é o prato principal,
O bolo rei o doce tradicional,
Que faz as delicias,
Do natal...

O amor é a base da consoada,
Aquele que bate em cada coração,
Despertando emoção,
No espírito do natal...

Natal é sinonimo de união
Família, amor e perdão...

Natal é partilha de gestos e afectos,
É troca de palavras e acções,
É presentes oferecidos, sem serem pedidos,
Os afectos, os carinhos, os gestos ...

Natal é um espírito,
Que se deve manter a cada dia que se vive...



Susana V





domingo, 23 de dezembro de 2012

Natal é…


Natal…
É minutos de felicidade,
É horas de harmonia,
É dias de partilha,
É semanas de cantoria,
É meses de amor,
É anos de bondade,
É uma eternidade de magia…

Natal…
É todos os dias que cada um de nós,
Encontre felicidade,
Procure harmonia,
Semeie partilha,
Realize cantoria,
Lute por amor,
Espalhe bondade...

Natal
É viver o natal,
Todos os meses do ano…

Susana V

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Sorriso Audível das Folhas



Sorriso audível das folhas
Não és mais que a brisa ali
Se eu te olho e tu me olhas,
Quem primeiro é que sorri?
O primeiro a sorrir ri.

Ri e olha de repente
Para fins de não olhar
Para onde nas folhas sente
O som do vento a passar
Tudo é vento e disfarçar.

Mas o olhar, de estar olhando
Onde não olha, voltou
E estamos os dois falando
O que se não conversou
Isto acaba ou começou?

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"


Encurralada

Muro duro
Que me tapa o horizonte

Fortaleza alta
Que me deixa indefesa,
Sufocada

Encurralada
Entre grandes muralhas
Fico sem ar

Ardo rapidamente
Como fogo em fardos de palha

Sobressalto
Pesa-me o medo
Pesa-me o mundo

Estou quase a desistir
Não posso desistir
Tenho que dar o salto

O muro é tão alto
Estou rodeada de muros
É como se não houvesse saída

O mundo conspira
Contra a minha partida

Tenho que arranjar solução
Só vejo escuridão

Marisa V

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Magia do mar...

Lá longe, os raios de sol,
Desaparecem,
Aqui perto as ondas,
Aparecem…

Lá longe, vê-se o por do sol,
Aqui perto, sente-se a magia,
A magia que o sol aquece,
Há medida que suavemente desaparece…

Lá do outro lado do oceano,
Não sei o que se vive,
Aqui só sei que vive,
A magia do oceano,
Aquela que não sei explicar,
Aquela que só sei sentir,
E transmitir …

Oceano,
A sua melodia,
É a minha musica,
O seu cheiro,
O meu perfume,
A sua areia,
As minhas baterias,
Que levo nos bolsos,
Enchendo minha alma,
De calma,
A calma que preciso,
A tranquilidade que necessito,
Para enfrentar os dias,
Com um sorriso na cara,
Por vezes molhada do doce das lágrimas ...

À beira-mar,
Sinto a magia,
Aquela que não se explica,
Só se sente,
Porque o mar,
É para ser sentido,
Não ser explicado…

Mar é para ser ouvido,
É para ser vivido,
A cada onda batida na areia,
Estendida no areal...




Susana V