Quero o teu sorriso
Num momento indelicado
Quero o teu abraço
Num momento inesperado
Quero o teu olhar
De quem está apaixonado
Quero-te num passeio à beira mar
Quero-te num beijo longo ao luar
Quero-te ao acordar
De um sonho a teu lado
Marisa V
A "Alma em Papel" é um misto de sentimentos, vivências e imaginação trancritos para poemas, textos ou simples frases soltas. No fundo consiste num mar de palavras do oceano da vida, levadas nas correntes da Alma de quem as escreve
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
domingo, 20 de janeiro de 2013
Diz que disse
Diz que disse
Só por dizer que disse
Num ouvi dizer
De cada conto contado
Em que se vê
Mais um ponto acrescentado
Tal qual telefone estragado
Onde a mensagem final
Nada tem a ver
Com a ideia inicial
Diz que disse
De boca em boca
Vai correndo a palavra
Que nada tem de verdade
Mas ao se espalhar
A velocidade fenomenal
Depressa o distorcido
Se torna real
Marisa V
Marisa V
Uma bola de sabão....
O mundo é uma bola de sabão,
Cabe na tua mão,
Cuida para que não caía no chão…
Redondo, redondinho,
Aquele que te dá conforto e carinho,
Grande, grandinho,
Aquele que te dá um caminho…
Cheio, cheiinho,
De pessoas que te dão colinho…
Desde criança, que brincamos,
Com as bolas de sabão,
Desde que nascemos,
Vivemos com quem nos deu coração,
O mundo…
Vivemos sem termos noção,
Que o mundo é um coração,
Que precisa de carinho e atenção,
Que é frágil e necessita de protecção
Para não cair na escuridão…
O mundo é uma bola de sabão,
Cabe na tua mão,
Cuida para que, não caía no chão…
Susana V
sábado, 19 de janeiro de 2013
Dança da chuva...
Danço pensando,
O que faz a chuva,
Cair, molhando...
Corro entre as cortinas molhadas,
Penduradas no céu,
Acabadas na terra,
E suportadas pelo ar...
Corro na pista da água,
No caminho das poças,
Naquele que salto,
Fazendo dos movimentos danças,
Naquele que faço da água,
Uma festa...
Danço a dança da chuva,
Onde o barulho das gotas,
São o instrumento musical,
E o barulho do vento,
A voz fundamental,
Desta noite de temporal...
Susana V
Mar Português
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena?
Tudo vale a pena,
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Fernando Pessoa, in Mensagem
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
A vida voa...
O tempo voa,
Sem deixar rasto…
Não corras em vão,
Corre pelo que valerá a pena,
O tempo voa,
E tu não tens noção…
Não andas para trás,
Anda para a frente,
Para o caminho que se pode traçar,
Não pelo caminho já traçado…
Não caminhes sem destino,
Caminha com destino traçado,
Aquele que um dia será alcançado,
No curto tempo da vida…
Não percas o rasto dos sonhos,
Encontra nas dificuldades,
Uma esperança,
Encontra na vida, os teus sonhos...
Não deixes que a vida passe por ti,
Passa tu por ela…
Não percas tempo,
A vida voa...
Susana V
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Se amo?
Se amo?
Amo amar
Gosto de gostar
Como gosto do mar
Gosto de gostar
Porque sou um pedaço de gelo
Derretido por dentro
Preciso de gostar
Porque nunca me entreguei a ninguém
Talvez por medo
Talvez por demasiado zelo
Vivo oprimida
Sempre vivi reprimida
Com medo de mostra demais,
Amo amar
Gosto de gostar
Como gosto do mar
Gosto de gostar
Porque sou um pedaço de gelo
Derretido por dentro
Preciso de gostar
Porque nunca me entreguei a ninguém
Talvez por medo
Talvez por demasiado zelo
Vivo oprimida
Sempre vivi reprimida
Com medo de mostra demais,
De sofrer de mais
Mas afinal o que faz sofrer
Mas afinal o que faz sofrer
É viver a remir-me e oprimir-me
Nunca lutei por quem gostei
Nunca olhei aquela pessoa nos olhos
E lhe disse que a amava
Nunca vivi uma paixão
Porque a cada vez que me apaixonei
Escondi todo esse sentido no meu intimo
Com medo de qualquer desilusão
Ou até repreensão
O meu grande amor...
Preciso de ti,
Junto de mim,
A acalmares-me,
A amares-me...
Se estou triste,
Preciso de ti,
Preciso de atenuar minha dor,
Contigo, meu grande amor...
Se estou contente,
Preciso de ti,
Preciso de partilhar minha felicidade,
Contigo, meu sempre anjo de bondade...
Preciso de ti,
Porque gosto de ti,
Porque me dás cor aos dias,
E sabor à vida....
Gosto de ti,
Daqui até ao fundo do oceano,
Até ao teu paraíso,
Onde moram as estrelas da esperança,
As algas da dança,
Onde habitam as anemonas da tranquilidade
Os peixes palhaços da felicidade...
Onde permanece a magia do nosso amor....
Susana V
Junto de mim,
A acalmares-me,
A amares-me...
Se estou triste,
Preciso de ti,
Preciso de atenuar minha dor,
Contigo, meu grande amor...
Se estou contente,
Preciso de ti,
Preciso de partilhar minha felicidade,
Contigo, meu sempre anjo de bondade...
Preciso de ti,
Porque gosto de ti,
Porque me dás cor aos dias,
E sabor à vida....
Gosto de ti,
Daqui até ao fundo do oceano,
Até ao teu paraíso,
Onde moram as estrelas da esperança,
As algas da dança,
Onde habitam as anemonas da tranquilidade
Os peixes palhaços da felicidade...
Onde permanece a magia do nosso amor....
Susana V
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Pássaro que pousas na minha janela
Pássaro que pousas na minha janela
Sem sequer olhar para mim
Sai daqui
Desaparece da minha vida
Voa para de onde vieste
Voa para onde estás a olhar
Vês o mundo lá fora
E não te dignas a olhar
Para quem te deu um sítio para pousar
Eu que parei para te admirar
E o que fazes?
Olhas-me sem demora
E viras as costas
“Pássaro estupido” pensei
Mas só depois notei
Que não és menos que o comum humano
Sempre tão desumano
Que vem pousar na mão
De quem lhe abre o coração
Sem sequer pensar
Que pode vir a magoar
Pela simples falta de um olhar
Olha em volta para o mundo
Sem dar o mínimo valor
A quem está pronto para lhe entregar
Um mundo de amor
Marisa V
Dorme, que a Vida é Nada!
Dorme, que a vida é nada!
Dorme, que tudo é vão!
Se alguém achou a estrada,
Achou-a em confusão,
Com a alma enganada.
Não há lugar nem dia
Para quem quer achar,
Nem paz nem alegria
Para quem, por amar,
Em quem ama confia.
Melhor entre onde os ramos
Tecem docéis sem ser
Ficar como ficamos,
Sem pensar nem querer,
Dando o que nunca damos.
Fernando Pessoa
Dorme, que tudo é vão!
Se alguém achou a estrada,
Achou-a em confusão,
Com a alma enganada.
Não há lugar nem dia
Para quem quer achar,
Nem paz nem alegria
Para quem, por amar,
Em quem ama confia.
Melhor entre onde os ramos
Tecem docéis sem ser
Ficar como ficamos,
Sem pensar nem querer,
Dando o que nunca damos.
Fernando Pessoa
Marisa V
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